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PBH faz balanço e apresenta estratégias para o combate ao Aedes Aegypti

  • Foto do escritor: Thayane Domingos
    Thayane Domingos
  • 5 de fev. de 2023
  • 4 min de leitura

A prefeitura de Belo Horizonte apresentou um balanço das ações de combate ao Aedes aegypti e as estratégias de enfrentamento adotadas para este ano. O destaque é a intensificação da utilização do método Wolbachia e o uso de tecnologias para driblar barreiras na prevenção da proliferação das doenças causadas pelo mosquito: Dengue, Chikungunya e Zika.


Belo Horizonte utilizamos mosquitos um microrganismo intracelular que não pode ser transmitido para humanos ou animais. O método Wolbachia é natural, não coloca os ecossistemas em risco e é autossustentável. Nem os insetos nem a bactéria sofrem qualquer modificação genética. O projeto é uma parceria da PBH com a Fundação Oswaldo Cruz, o Instituto de Pesquisas Renê Rachou (Fiocruz- Minas) e o Wold Mosquito Program (WMP) - iniciativa sem fins lucrativos que é mundialmente responsável pelo Método Wolbachia. O projeto também tem apoio do Ministério da Saúde.


Além disso, a Prefeitura ainda destinou recursos e local para o funcionamento do Insetário, laboratório onde a Wolbachia é inserida no mosquito Aedes aegypti. Para construção da estrutura foram investidos mais de R $680 mil em recursos próprios do município.


O prefeito Fuad Noman comemorou as medidas que vêm sendo adotadas. “ A Prefeitura está muito orgulhosa de ter este trabalho, porque é uma evolução tecnológica muito grande que com certeza vai, a longo prazo, reduzir e minimizar e reduzir a quase zero a ocorrência de dengue, chikungunya e zika. Belo Horizonte”, afirmou.


A secretária municipal de Saúde, Cláudia Navarro, enfatizou que o enfrentamento das doenças é feito em três frentes: a prevenção, a educação e a assistência à saúde. “ A atuação da Prefeitura na prevenção ocorre durante todo o ano. Além disso, temos ações educacionais que levam informações sobre a doença a toda a população”, afirmou.


O subsecretário de Promoção e Vigilância à Saúde, Fabiano Pimenta, explicou que por conta da eficiente estratégia da Prefeitura, Belo Horizonte apresenta dados bem melhores do que o restante do país. “Temos em Belo Horizonte o Projeto Wolbachia, que talvez seja, hoje no mundo, a principal estratégia complementar para o combate ao mosquito, baseada em evidência científica e incorporação de tecnologia”, destacou.


Soltura de mosquitos: os mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia produzidos no Insetário com a tecnologia e toda orientação técnica e controle de qualidade do WMP / Fiocruz- começaram a ser liberados em 2020, em bairros das regionais Venda Nova, Nordeste e Leste. A escolha dos locais se deu após análise de dados de infestação por Aedes aegypti e incidência de doenças causadas pelo mosquito.


As liberações dos insetos continuaram a ser realizadas ao longo de 2021, em uma segunda etapa, como parte de um estudo clínico randomizado RCT, conduzido pela Universidade Federal de Minas Gerais e apoiado pela Universidade de Emory, dos Estados Unidos.


Em outubro do ano passado, teve início a terceira etapa do Projeto Wolbachia, com expansão da soltura para as outras seis regionais da cidade - em bairros que não participaram do estudo randômico. As solturas ainda estão em andamento. De outubro a dezembro de 2022, aproximadamente 5 milhões de mosquitos foram liberados nas regionais Barreiro, Centro-Sul, Oeste, Noroeste, Norte e Pampulha.


A Wolbachia: mosquitos que carregam a Wolbachia têm a capacidade reduzida de transmitir os vírus para as pessoas, diminuindo o risco de surtos de dengue, zika, chikungunya.


Uma vez que a bactéria é introduzida no Aedes aegypti, eles são liberados no ambiente e se reproduzem com os “mosquitos de campo” ajudando a criar uma nova geração que carrega a bactéria.


Com o tempo, a porcentagem de mosquitos que carregam a Wolbachia aumenta, até que permaneça alta sem a necessidade de novas liberações.


A expectativa é que entre 16 e 20 semanas, após a soltura, a quantidade de mosquitos com Wolbachia seja maior que a de insetos sem bactéria.


Os mosquitos são coletados periodicamente e são enviados para triagem e análise nos laboratórios da Fiocruz, onde são avaliados se estão com Wolbachia.




Mais ações: durante todo o ano, a Secretária Municipal de Saúde mantém as ações de combate ao Aedes aegypti e a vigilância epidemiológica da dengue, chikungunya e zika. O trabalho de campo dos Agentes de Combate a Endemias (ACE) segue uma programação de vistorias nas quais um mesmo imóvel é visitado, em média, a cada dois meses e meio. Eles vistoriam os imóveis e reforçam à população as orientações sobre os riscos do acúmulo de água e que podem se tornar potenciais criadouros dos mosquitos, além de orientar sobre como eliminar os focos e, se necessário, fazer a aplicação de biolarvicidas. Em 2022, foram realizadas cerca de 4 milhões de vistorias.


LIRAa: o LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegytpi) é uma metodologia que, por amostragem e com a coleta de larvas em visitas realizadas pelos agentes de campo, permite a identificação dos principais criadouros do vetor, além do nível de infestação. No último levantamento, consolidado em outubro de 2022, 83,3% dos focos do mosquito encontrados estavam em ambiente domiciliar.


Os cinco principais focos encontrados foram em pratinhos de plantas (26,5%), inservíveis (19.2%), recipientes domésticos (10,2%), barris/tambores (7,5%) e pneus (6,3%).


Os agentes também atendem a denúncias. Caso o morador identificado nas redondezas algum imóvel com possíveis focos dos mosquitos, os pedidos de vistoria podem ser feitos pelo telefone 156 e pelo PBH App. Em 2022 foram mais de 800 pedidos de vistorias.


Monitoramento: outra ação da Prefeitura é o monitoramento do Aedes aegypti, por meio de cerca de 1.800 armadilhas para colocação de ovos (ovitrampas), que são instaladas quinzenalmente e recolhidas após sete dias com cobertura em toda a cidade. O acompanhamento permanente desses resultados permite identificar os locais com maior número de ovos do vetor e, indiretamente, maior número de mosquitos adultos. Além disso, auxilia no direcionamento das ações de intensificação, a exemplo dos mutirões de limpeza, em parceria com o SLU. Também há a avaliação mais detalhada da região com o uso de drones e as ações educativas, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, e a intensificação das inspeções por parte da fiscalização integrada e da vigilância sanitária.


Em 2022 foram 85 sobrevoos de drones e mais de 93 mil imóveis verificados.


Saiba mais acessando o site: www.pbh.gov.br


 
 
 

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